domingo, 14 de novembro de 2010

"OLHA PARA NÓS"

Os apóstolos Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona, quando encontraram um homem, coxo de nascença, que diariamente ali mendigava , junto à porta principal. Ao ver os apóstolos, aquele homem lhes implorava que lhe dessem uma esmola.  Pedro, fitando-o, disse: “Olha para nós!” O homem os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. Mas Pedro lhe disse: “Não possuo nem prata, nem ouro, mas o que tenho isso te dou: Em nome de Jesus Cristo o Nazareno, anda!”...  ( Leia At 3:1-10).
Os costumes mudaram muito de uns tempos para cá; e não me refiro nem aos tempos da igreja primitiva, quando, diz a Palavra que, “em cada alma havia temor e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (At 2:43). Refiro-me a apenas uma geração passada, quando os crentes ainda eram chamados pela alcunha de “nova seita”, porque, a vida deles era diferente; e isso incomodava os incrédulos; as crianças e os jovens eram discriminados nas escolas por serem “nova seita” ; os adultos eram discriminados no trabalho por serem honestos e exigirem sempre a verdade; os crentes realmente faziam diferença na sociedade em que viviam.  E hoje? Como os crentes são identificados nas escolas ou no trabalho? Muitos passam anos e anos convivendo com um colega que nunca veio a saber que ele era crente!
O Ap. Pedro disse àquele homem: “Olha para nós!”  Será que hoje alguém pode dizer para o seu vizinho, ou para o seu colega de trabalho ou de escola: “Olha para mim”!?
Que temos nós para oferecer? Sabemos que o poder de Deus não muda, mas nós temos mudado muito! Não há mais diferença entre um filho de crente e um filho de descrente hoje: ambos vão à todas as festinhas da escola; ambos dançam quadrilha; participam de festas religiosas, etc. Os jovens dançam nas formaturas e tenho visto até filhos de pastores que dão festa dançante nos casamentos! Hoje está comum.! Não quero dizer que “dançar é pecado”, nem quero entrar no mérito da questão; foi apenas um exemplo, quero apenas mostrar que o mundo espera que o nosso viver seja diferente, o crente precisa ter “algo mais”, algo que desperte nos outros o desejo de serem como nós!  Que possam dizer de nós, como disse a sunamita: “Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus” (II Reis 4;9). Que vivamos de tal forma que possamos dizer como Pedro: “Olha para nós”...  e que tenhamos o que dar além de uma simples esmola!






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