segunda-feira, 15 de novembro de 2010

FALANDO A VERDADE

“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4:25).

            Não é fácil falar a verdade, principalmente se ela nos coloca  em situação embaraçosa. As chamadas “mentirinhas inocentes” estão presentes na vida de quase todas as pessoas hoje. A coisa se tornou tão corriqueira que, muitas vezes, até pessoas crentes cometem esse tipo de pecado sem perceber.
            Eu li sobre um pastor que foi fazer um trabalho especial numa igreja do interior de seu Estado, e hospedou-se em casa de um abastado membro da Igreja. Na volta do culto, depois de saborear um substancioso lanche, oferecido pela dona da casa, o pastor disse: “Vamos aproveitar que a família está toda aqui reunida e vamos ler um pouco a Palavra de Deus, antes de nos recolhermos. Os irmãos costumam fazer isso, não?” “Claro! Claro! Como não!” respondeu o dono da casa  E dirigindo-se ao filhinho pequeno, disse: “John, vai lá em cima e traz aquele livro grande que está na cabeceira da cama do pai, que ele costuma ler todas as noites com a mamãe!” O menino sobe as escadas correndo, e minutos depois aparece arfando, descendo a escada degrau por degrau, trazendo nos braços o pesado catálogo das Lojas Sears!...
            A mentira é um dos pecados mais difíceis de ser eliminado na vida do crente. Porque nós estamos vivendo num mundo muito falso, cheio de falcatruas, onde a mentira é tão comum que até os crentes vão se acostumando a praticá-la. São mentirinhas pequenas, sutis, que se incorporam em nosso cotidiano de tal forma que nem as percebemos!  Porem, o Senhor Jesus é extremamente intransigente  com a mentira.  Ele disse: “Seja porém a tua palavra: sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” (Mateus  5:37). Jesus não tinha a menor tolerância com a mentira, porque Ele mesmo disse: EU SOU A VERDADE! (João 14:6). O vocábulo verdade significa: Fidelidade, honestidade, certeza à luz dos fatos,  sentença fiel.  E, aquele que é a própria essência da verdade, não pode compactuar com a mentira. Certa vez Ele disse claramente aos fariseus que expunham ao descrédito a sua autoridade : “Vós sois do diabo, que é o vosso pai... Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44). 
            Portanto, irmãos, precisamos vigiar sempre pra não sermos “engolidos pelo sistema”, não nos amoldarmos a este século, como recomenda Escritura Sagrada  em Romanos 12:1: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...” Não devemos nos misturar com os infiéis proferindo as mesmas mentiras e fazendo as mesmas coisas que eles. No céu não entra mentiroso, porque quem mente é filho do diabo, e lá só entram os filhos de Deus!
             
             





OLHANDO ATENTAMENTE

 “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, JESUS...” (Hebreus 12:2)

            Desviar o olhar, distrair-se, pode nos trazer grandes perigos. Eu conheci um irmão presbítero, já meio avançado em idade, que morava num sítio no sertão do Ceará. Ele comprou um jeep, mas não sabia dirigir, andava só por lá mesmo, nas imediações da  sua propriedade. Certa ocasião ele hospedou um pastor que foi pregar na sua Igreja e, na volta deste para casa, se ofereceu para levar-lo até a cidade próxima onde deveria pegar o ônibus.       Logo ao saírem, o pastor percebeu que aquele irmão não sabia dirigir bem e pediu para ir, ele próprio, conduzindo o veículo. Isso feito, o pastor embarcou para sua cidade sem  problemas.
            No retorno para o sítio, aquele irmão tinha que atravessar a linha férrea, o que era difícil para quem não tinha muita prática. Embora em todas as passagens de nível haja uma placa grande, colorida, com os dizeres: ‘PARE! OLHE! ESCUTE!”, aquele irmão não olhou atentamente, e quando viu,  o trem vinha se aproximando, a pouca distância dele. Como já estava subindo a rampa do trilho, ele, ao invés de parar e recuar, acelerou o veículo, cujo motor morreu bem em cima da linha. Ele ficou apavorado, querendo dar partida de novo, mas o jeep não pegava. Como, porém,  aquele irmão,  embora não tivesse olhado atentamente para o sinal vermelho, contudo olhava firmemente para Jesus, como crente fiel que era, foi salvo por um milagre. O condutor do trem o viu à distância, e como sempre diminuía a marcha nas passagens de nível, deu tempo de parar a locomotiva, momento em que algumas pessoas desceram do trem para acudir o ancião, empurrando o veículo para desobstruir a linha.
Olhar atentamente, ou firmemente, significar: fixar o olhar, mirar, olhar sem desviar a vista.  É isso que quer dizer o escritor aos Hebreus 12:2.: “Olhando firmemente...” É dessa maneira que devemos olhar para Jesus, porque Ele é tudo para nós! Desviar o olhar, distrair-se, pode nos trazer grandes perigos. Pois, como diz o salmista Davi no salmo 103:3,4 : “Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades, quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e de misericórdia.” E também o Ap. Paulo em Atos diz: “pois nele vivemos e nos movemos e existimos”. Tudo é nele – JESUS! Ele é a nossa âncora, a nossa segurança! Dele procedem todas as bênçãos!
            Nunca arrisque desviar o olhar daquele é  o Autor e Consumador da nossa fé. O perigo pode estar bem pertinho de nós. O apóstolo Pedro diz: “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (I Pedro 5:8)    O mundo acena por todos os lados, procurando desviar nossa atenção do santo, do sagrado, para nos amoldar ao deboche dos programas de TV, à moda inconveniente, a tudo que é próprio à sociedade devassa que predomina hoje. Por isso precisamos ficar alertas, olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé – JESUS!



             



MENTIRA

“Não mintais uns aos outros, uma vez que  vos despistes do velho homem com os seus feitos.”  (Colossenses 3:9)

            Há neste texto três palavras que merecem um exame mais acurado. São elas: mentira, despir-se, e velho homem.
1.                  Mentira – Todos sabemos o que é a mentira (afirmação contrária da verdade; falsidade; ilusão).  Mas, você sabia que a mentira é também um vício? Quando se fala em vício pensa-se imediatamente em drogas, furto, alcoolismo, etc. Mas, você sabia que a mentira também é um vício? A Bíblia é virtualmente contra a mentira. No livro do Apocalipse há uma lista daqueles que não poderão entrar no Reino dos Céus, e entre eles estão os mentirosos: “Fora ficam os cães (ímpios), os feiticeiros, os assassinos, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira .” (Apoalipse 22:15). E ainda: “Nela (Cidade Santa) nunca jamais penetrará coisa contaminada, nem o que pratica a mentira (Apocalipse 21:27). Diz também que “os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor . E Jesus chegou a dizer que, quem mente é filho do diabo: Vós sois do diabo, que é vosso pai... porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44). Os mentirosos não entrarão no Reino dos Céus. Isto é muito sério. A mentira era condenada em Israel por causa dos seus efeitos anti-sociais (Provérbios. 26:28). E o Ap. Paulo nos exorta: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo...” (Efésios 4:25). Tenhamos cuidado com o que falamos, porque a mentira vicia. O significado do vocábulo “mentiroso” é: que tem o vício de mentir, ou seja, mente constantemente, sem se aperceber, muitas vezes acreditando na própria mentira. É um dos pecados mais difíceis de serem eliminados na vida do cristão. 
2.                  Despir-se – Significa afastar de si; largar; abandonar; tirar do corpo. É necessário ao crente que passa pelo novo nascimento, despojar-se de tudo que se relaciona  com a vida anterior, que chamamos de “homem velho” ou “velha natureza”. O ap. Paulo fala, tanto do despir-se como do vestir-se. Não é despir-se e ficar nu; não! Mas, ao despir-se do “velho homem” com suas concupiscências, o crente deve vestir-se com a armadura de Deus e com o fruto do Espírito, para que, ao encontrar a casa vazia o inimigo não volte e ocupá-la. A metáfora do despojamento não inclui somente a mentira, mas tudo que se refere à natureza do pecado, pois, “Se alguém está em Cristo, é nova criatura...” (II Coríntios 5:17).
3.                  Velho homem – É a denominação dada à pessoa, o ser (homem ou mulher)  que vive sem Cristo e por isso anda nas trevas do pecado. O Ap. Paulo diz que essa natureza velha tinha prazer nas coisas do mundo: prostituição, impureza, lascívia, avareza, idolatria, etc. sobre as quais vem a ira de Deus, mas o novo homem, nascido do Espírito, se refaz para o pleno conhecimento de Deus, segundo a imagem daquele que o criou (Colossenses 3:5-10). Sigamos portanto o conselho do Ap. Paulo e a orientação de toda a Palavra de Deus, revestindo-nos do “novo homem”,  produzindo frutos dignos do arrependimento, ou seja, de “ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”      (Colossenses 3:12).  

VIDA NOVA



“E perseveravam na doutrina dos apóstolos,  na comunhão,  no partir do pão e nas orações.”
  (Atos 2:42)

            Estamos no início da Igreja Primitiva. Tudo era novo para os irmãos, considerando que tudo ou quase tudo relacionado com o judaísmo tinha se cumprido na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, e agora a igreja vivia um novo contexto. Não foi fácil para os judeus e até para os próprios discípulos, entenderem  a interpretação dada por Jesus à Lei moral e espiritual que eles estavam acostumados a seguir ao longo de muitas gerações; mas agora, com a descida do Espírito Santo, eles começam a entender muitas coisas que não entendiam antes, como a lei do amor, interpretada por Jesus, a lei do perdão, que nos encosta  na parede e diz que se não perdoarmos também não seremos perdoados e, confrontadamente a lei do sábado, à qual o Mestre dera uma interpretação completamente diferente daquela a que estavam acostumados.
            A essa altura, isto é, no momento dos acontecimentos narrados no capítulo 2 de Atos, eles já se reuniam  no primeiro dia da semana (domingo) em obediência ao mando do senhor e permaneciam reunidos durante toda a semana, louvando a Deus e recebendo a instrução da Palavra  pregada pelos Apóstolos, agora, totalmente cheios do Espírito Santo.
            A primeira atitude dos novos cristãos que chama a nossa atenção, é a perseverança.  O texto começa dizendo que eles perseveravam na doutrina. Perseverar, como  o contexto mesmo mostra, é conservar-se firme e constante, permanecer. A nova doutrina do Evangelho provocava muita controvérsia, muita discussão por parte dos fariseus e chefes da sinagoga, e por isso os crentes precisavam aprender cada vez mais, e permaneciam unidos todos os dias, no templo e de casa em casa, ouvindo os ensinamentos que Jesus havia deixado com os discípulos.
O texto destaca três coisas que doravante deveriam caracterizar a Igreja do Senhor:
a) A comunhão dos irmãos
b) A oração incessante
c)  O partir do pão.
            a) Esta comunhão a que o texto se refere, não diz respeito apenas à unidade no Espírito, porém é bem mais abrangente, pois essa unidade  levava  os crentes a terem tudo em comum, ninguém considerava nada unicamente seu, pelo contrário,  tudo era de todos.  Em virtude disso não havia necessitado entre eles, porque todos os bens e haveres eram distribuídos igualmente entre os irmãos. “Da multidão dos que creram eram um o coração e a alma (Atos 4:32 ).
            b)  Os judeus eram acostumados a longos períodos de oração, oravam três vezes ao dia -  às nove horas, ao meio dia e às dezoito horas (ou seis horas da tarde), mas eram orações metódicas, decoradas, sem muito envolvimento pessoal.  Ainda hoje os judeus praticantes fazem isso.  Mas agora, os crentes oravam “em espírito”, como Jesus ensinara; era diferente! Eles oravam e a resposta vinha incontinente e milagrosamente. Haja vista o livramento de Pedro da prisão (Atos 12:5-19) . Assim sendo, a oração como base da pregação do evangelho e da vida cristã, passou a fazer parte da “doutrina dos Apóstolos”, não mais três vezes ao dia, mas, “sem cessar” (I Tessalonicenses 5:17).
            c) “No partir do pão”.  Esse “partir do pão” pode ter duas interpretações. Uma seria a literal, ou seja, uma menção à Ceia do Senhor, que tornou-se tão importante para os crentes daquela época que, juntamente com o batismo, era tida como ordenança, ou sacramento. Mas também pode significar que, depois da reunião no templo eles não queriam se separar, por isso se dirigiam, cada dia para casa de um irmão, e tomavam as refeições em conjunto, como dá a entender os versos 44, 46 e 47. A alegria era tanta que eles não conseguiam se separar, para não perder a comunhão.  No primeiro dia da semana (domingo), estavam reunidos com o fim de “partir o pão” (celebrar a comunhão). No primeiro dia da semana, pelo fato de que era o dia em que eles comemoravam a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, ocorrida no domingo.  
            E, “enquanto isso”, isto é, enquanto a igreja agia dessa maneira, “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”  Será que não é isso que está faltando em nossas igrejas hoje?  Vida nova”? Uma  igreja viva, não no sentido da concepção de hoje, animada, barulhenta, cheia de instrumentos e que passa uma hora cantando e gesticulando, mas uma igreja viva no sentido bíblico, onde haja comunhão sincera, amor sem fingimento, confiança mútua entre os irmãos, onde os cultos de oração sejam os mais concorridos, onde haja manifestação do poder de Deus, não em supostas curas, mas em conversão de almas.
            Precisamos “resgatar” a doutrina dos apóstolos, voltar aos primórdios da igreja cristã, à comunhão dos “santos”, sem ostentação. Existem igrejas em que não se pode fazer reuniões de oração ou outras, em casa dos irmãos porque ninguém quer oferecer a casa! Motivo? Preocupação com o lanche, com a aparência da casa, etc. Em muitas igrejas os grupos de oração nos lares morreram por causas desses melindres! Isso jamais deveria acontecer na igreja de Deus, pois, na igreja primitiva, os crentes tinham tudo em comum.
            Quem dera pudéssemos voltar àquele princípio!...

POR QUE TEMEIS?

“...Entretanto, Jesus dormia.” (Mateus 8:24)

            Depois de um exaustivo dia de trabalho, Jesus entrou no barco e os discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma tempestade incontrolável; as ondas varria o barco; os discípulos lutavam bravamente, mas se viam ao ponto de naufragarem... E no meio de todo esse caos, “Jesus dormia...”       
Deus criou o sono para que os homens pudesse se recompor das suas fadigas. No Éden, “o Senhor fez cair pesado sono sobre Adão”, enquanto lhe retirava a costela da qual fez a mulher (Gênesis 22). Na bíblia vamos encontrar vários textos em que Deus se revelava a alguns homens enquanto dormiam: Abraão (Gênesis 15:12);  Jacó (Gênesis 28:12; José (Mateus
            Quando nos vêm tempestades de tribulações e angústias, não devemos pensar que o senhor nos esqueceu, ou nos abandonou, ou não tem poder para nos livrar desses males. Às vezes, o Senhor permite que nos sobrevenham tempestades para nos ensinar grandes lições. Lembre-se do milagre do cego de nascença: “... Para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9:3).  Na morte de Lázaro (João 11:4), o senhor Jesus deixou que o pior acontecesse para que os judeus que ali acudiram, se convencessem  de que Ele era o Cristo tão esperado por eles.
            A tempestade, no texto em apreço, prova a fé dos discípulos e mostra-lhes o seu poder sobre a fúria da natureza. Exausto de tantos trabalhos, Jesus dorme. Suas viagens, suas vigílias, suas preocupações levam-no a, como homem, buscar um pouco de descanso. Esse é o único texto que encontramos na Bíblia, mencionando que “Jesus dormia”. Geralmente, enquanto os discípulos dormiam, Ele velava em oração, mas nessa ocasião diz a Bíblia que “Ele dormia...”
            A fé só pode se manifestar em situação de  perigo, doença,  ou desespero. Quando tudo vai bem, ninguém precisa de fé. Fé é confiança naquele que pode resolver nossos problemas e nos livrar de todos os maus momentos. Jesus tem seus meios para exercitar a nossa fé.  Dizer que se tem fé é uma coisa; mas, exerce-la e mantê-la viva nos momentos de angústia, ansiedade e desespero, é outra muito diferente. Os discípulos estavam acostumados a ver Jesus solucionar,  com apenas uma palavra, todos os problemas dos que o procuravam, mas agora eles lutavam sós, porque Jesus dormia...  Então pensaram: “Vamos acordá-lo! Ele dormiu tão pesado que não  está se dando conta da nossa situação!” Mas o Mestre os repreende: “Por que sois tímidos, homens de pequena fé?”  Lucas dá uma versão diferente às suas palavras: “Onde está a vossa fé?” (Lucas 8:25).  E Marcos diz: “Como é que não tendes fé?” (Marcos 4:40).
            As tempestades no Mar da Galiléia eram comuns e costumavam chegar  súbita e violentamente. Assim são as tempestades da vida, chegam quando menos esperamos. Você pode não ter nenhuma fé, como disse Marcos, pode ter uma fé pequena, como menciona Lucas, que não dá para enfrentar o sofrimento; mas pode ter uma grande fé, porem escondida, guardada, sem uso! Você precisa exercitar a sua fé sempre, para que, numa hora de grande desespero você já tenha experiência e saiba como agir em situações semelhantes.  Lembremo-nos de que Jesus disse: “Eis que estou convosco, todos os dias...” 
 
             

FALO-VOS COMO A FILHOS...


“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios. 22:6)

Falar aos filhos, especialmente a verdade, é um ato de coragem, de responsabilidade, de fidelidade, porque a criança ouve bem e entende melhor, às vezes, que o adulto. Falar a verdade à criança é um dever moral e espiritual dos pais, mas, nem toda “verdade” deve ser dita na presença de crianças, pois, sinceridade e prudência, são virtudes que devem andar sempre juntas. Precisamos ter muito cuidado com o que falamos diante de nossos filhos, porque eles, quando pequenos, acreditam em tudo que os pais dizem, ainda que seja o maior absurdo do mundo. Por isso Salomão, escritor dos Provérbios recomenda que devemos ensinar à criança, o caminho que ela deve trilhar durante sua vida inteira, dando, inclusive exemplo daquilo que estamos ensinando.
 Eu li um episódio acontecido com um presbítero que costumava falar mal do pastor na frente do filho de 6 anos de idade - criança desenvolvida e inteligente: “O pastor é um homem de duas caras!”, exclamava o pai, conversando com a esposa.
Certo domingo, após a Escola Dominical, aquele homem convidou o pastor para almoçar em sua casa., Quando chegaram em sua residência, o presbítero acomodou o pastor no seu escritório e pediu licença para subir para trocar de roupa. Enquanto isso, o filho, curioso, correu para o escritório e ficou  andando várias vezes em volta do pastor, olhando atenta e vagarosamente, como que perscrutando alguma coisa. O pastor pensando que ele estava querendo fazer alguma brincadeira, perguntou: “O que foi Marquinhos? Está me estranhando?”  Ao que o menino respondeu: “Estou procurando a sua outra cara!” “O que?” repetiu o pastor, “está me achando diferente?!” “Não!” disse o menino: “É que o papai disse que o senhor é um homem de duas caras”!
            Não é de se estranhar que a maioria dos jovens em nossas igrejas hoje, não respeitem mais o pastor, nem as autoridades eclesiásticas, pois a educação cristã nos lares anda muito deficiente, com raras e honrosas exceções. As crianças, por mais inteligentes que sejam, não têm capacidade de entender o que se passa numa reunião do Conselho da Igreja, ou alguns problemas surgidos nas igrejas, ou em reuniões de sociedades internas ou assembléias. Comentar problemas da igreja em casa, na frente dos filhos, é uma atitude duplamente repreensível -  já pelo fato de denotar falta de amor para com o irmão, o que já é um grande pecado - “O amor seja sem hipocrisia”...-  como também pelo mau exemplo que estamos dando aos nossos filhos, pois, além do risco de que eles poderão inocentemente nos causar um vexame, como também, o que é ainda pior, leva-los a se desinteressarem pela igreja, por ver tanta desavença e desunião.  Por isso irmãos, cuidado, pois vocês, pais, são responsáveis pelo futuro espiritual de seus filhos. A criança pequena costuma seguir os passos dos pais – se eles amam a igreja, amam os irmãos, são assíduos aos trabalhos, dão bom testemunho do Evangelho, os filhos naturalmente irão trilhar esse mesmo caminho. Por isso a Escritura diz:“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."!
               



EM TUDO!

 
“Em  tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”                            (I Tessalonicenses 5:18)

            Uma menina foi passar férias em casa dos avós, no interior do Ceará, onde os costumes eram muito diferentes dos que estava acostumada. Logo no dia seguinte, na hora habitual, chegou para a avó e disse: “Vó, está na hora de minha merenda! Ao que a avó respondeu: “Filha, aqui nós não temos merenda, e o jantar, só mais tarde!”  Minutos depois a garota volta a pedir: “Vó, estou com fome, quero uma merenda!”  E a avó com muita tristeza respondeu: “Filha, nós não temos nada pra merenda! A vida aqui é muito difícil, não há onde se comprar nada!”   Meia hora depois a netinha volta e diz: “Vó, você não tem nada mesmo? Qualquer coisa!”  E a avó disse: “Qualquer coisa? Só se for rapadura com farinha!” Ao que a menina respondeu: “Eu quero, vó! Estou com fome!” Então a avó lhe serviu um pedaço de rapadura com farinha. A menina sentou-se à mesa, abaixou a cabeça e orou: “Papai do Céu, muito obrigada por esta rapadura com farinha, que é só o que a minha vó  tem no momento! Amém!”
            Em tudo dai graças! Esta é uma expressão bastante forte e contundente do Apóstolo Paulo: Em tudo!”  é uma expressão que abala, esmurra, fere, porque: tudo, indica  “a totalidade daquilo que existe; todas as pessoas; todas as coisas...”,  como mostra o dicionário da nossa língua!  E isto demonstra o quanto devemos ser gratos a Deus por aquilo que Ele nos dá diariamente! Tudo que somos, tudo que temos é Ele quem nos dá: Amor, perdão, salvação, segurança, sustento, saúde, inteligência, orientação, tranqüilidade e tudo o mais que você possa imaginar! TUDO!
            Isso nos mostra quanto devemos ser gratos a Deus e como resposta a esse amor avassalador do nosso Deus, que foi ao extremo de nos dar o seu único Filho para nos resgatar da condenação do pecado, repito, nossa resposta deveria ser nos entregar espontaneamente a Ele, amando-O de todo nosso coração, de toda nossa força, de todo nosso entendimento, dando-lhe sempre graças por tudo!
            O que tem tido mais relevância em sua vida? Os problemas ou as bênçãos? Há um hino em nosso “Novo Cântico” que diz: “Tens acaso mágoas, triste é teu lidar?  É a cruz pesada que tens de levar? Conta as muitas bênção! Logo exultarás. E fortalecido tudo vencerás.!  O nosso maior problema, irmãos, é a ingratidão e o esquecimento. Costumamos esquecer os benefícios e nos lembramos só dos  desgostos, dos desenganos. Jó foi o homem mais provado que o mundo já conheceu. Ninguém, em todas as épocas, sofreu mais do que Jó. No entanto,  Jó era um homem que sabia olhar por cima, além dos problemas.  Quando sua mulher lhes sugeriu que amaldiçoasse o seu Deus para morrer mais depressa ele respondeu:”Falas como um doida; temos recebido o bem do Senhor e não receberíamos o mal?” (Jó 2:10).  Aí está o segredo da vitória! Olhar além! Jó pôde se lembrar de tudo que vinha recebendo do Senhor: riqueza, filhos, saúde. Agora, o mesmo Deus lhe tirava tudo, e ele iria reclamar? Não! Antes, louvou ao Senhor dizendo: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou. Bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1:21). E a recompensa pela fidelidade e gratidão está no fim da história: “Mudou , o Senhor, a sorte de Jó... e deu- lhe o dobro de tudo o que antes possuía” (Jó 42:10)
            Precisamos aprender a dar graças a Deus por tudo, porque esta é a vontade de Deus para conosco.