“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4:25).
Não é fácil falar a verdade, principalmente se ela nos colocaem situação embaraçosa. As chamadas “mentirinhas inocentes” estão presentes na vida de quase todas as pessoas hoje. A coisa se tornou tão corriqueira que, muitas vezes, até pessoas crentes cometem esse tipo de pecado sem perceber.
Eu li sobre um pastor que foi fazer um trabalho especial numa igreja do interior de seu Estado, e hospedou-se em casa de um abastado membro da Igreja. Na volta do culto, depois de saborear um substancioso lanche, oferecido pela dona da casa, o pastor disse: “Vamos aproveitar que a família está toda aqui reunida e vamos ler um pouco a Palavra de Deus, antes de nos recolhermos. Os irmãos costumam fazer isso, não?” “Claro! Claro! Como não!” respondeu o dono da casaE dirigindo-se ao filhinho pequeno, disse: “John, vai lá em cima e traz aquele livro grande que está na cabeceira da cama do pai, que ele costuma ler todas as noites com a mamãe!” O menino sobe as escadas correndo, e minutos depois aparece arfando, descendo a escada degrau por degrau, trazendo nos braços o pesado catálogo das Lojas Sears!...
A mentira é um dos pecados mais difíceis de ser eliminado na vida do crente. Porque nós estamos vivendo num mundo muito falso, cheio de falcatruas, onde a mentira é tão comum que até os crentes vão se acostumando a praticá-la. São mentirinhas pequenas, sutis, que se incorporam em nosso cotidiano de tal forma que nem as percebemos! Porem, o Senhor Jesus é extremamente intransigentecom a mentira.Ele disse: “Seja porém a tua palavra: sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” (Mateus5:37). Jesus não tinha a menor tolerância com a mentira, porque Ele mesmo disse: EU SOU A VERDADE! (João 14:6). O vocábulo verdade significa: Fidelidade, honestidade, certeza à luz dos fatos,sentença fiel.E, aquele que é a própria essência da verdade, não pode compactuar com a mentira. Certa vez Ele disse claramente aos fariseus que expunham ao descrédito a sua autoridade : “Vós sois do diabo, que é o vosso pai... Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44).
Portanto, irmãos, precisamos vigiar sempre pra não sermos “engolidos pelo sistema”, não nos amoldarmos a este século, como recomenda Escritura Sagradaem Romanos 12:1: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...” Não devemos nos misturar com os infiéis proferindo as mesmas mentiras e fazendo as mesmas coisas que eles. No céu não entra mentiroso, porque quem mente é filho do diabo, e lá só entram os filhos de Deus!
“Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, JESUS...” (Hebreus 12:2)
Desviar o olhar, distrair-se, pode nos trazer grandes perigos. Eu conheci um irmão presbítero, já meio avançado em idade, que morava num sítio no sertão do Ceará. Ele comprou um jeep, mas não sabia dirigir, andava só por lá mesmo, nas imediações dasua propriedade. Certa ocasião ele hospedou um pastor que foi pregar na sua Igreja e, na volta deste para casa, se ofereceu para levar-lo até a cidade próxima onde deveria pegar o ônibus. Logo ao saírem, o pastor percebeu que aquele irmão não sabia dirigir bem e pediu para ir, ele próprio, conduzindo o veículo. Isso feito, o pastor embarcou para sua cidade semproblemas.
No retorno para o sítio, aquele irmão tinha que atravessar a linha férrea, o que era difícil para quem não tinha muita prática. Embora em todas as passagens de nível haja uma placa grande, colorida, com os dizeres: ‘PARE! OLHE! ESCUTE!”, aquele irmão não olhou atentamente, e quando viu,o trem vinha se aproximando, a pouca distância dele. Como já estava subindo a rampa do trilho, ele, ao invés de parar e recuar, acelerou o veículo, cujo motor morreu bem em cima da linha. Ele ficou apavorado, querendo dar partida de novo, mas o jeep não pegava. Como, porém, aquele irmão,embora não tivesse olhado atentamente para o sinal vermelho, contudo olhava firmemente para Jesus, como crente fiel que era, foi salvo por um milagre. O condutor do trem o viu à distância, e como sempre diminuía a marcha nas passagens de nível, deu tempo de parar a locomotiva, momento em que algumas pessoas desceram do trem para acudir o ancião, empurrando o veículo para desobstruir a linha.
Olhar atentamente, ou firmemente, significar: fixar o olhar, mirar, olhar sem desviar a vista.É isso que quer dizer o escritor aos Hebreus 12:2.: “Olhando firmemente...” É dessa maneira que devemos olhar para Jesus, porque Ele é tudo para nós! Desviar o olhar, distrair-se, pode nos trazer grandes perigos. Pois, como diz o salmista Davi no salmo 103:3,4 : “Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades, quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e de misericórdia.” E também o Ap. Paulo em Atos diz: “pois nele vivemos e nos movemos e existimos”. Tudo é nele – JESUS! Ele é a nossa âncora, a nossa segurança! Dele procedem todas as bênçãos!
Nunca arrisque desviar o olhar daquele éo Autor e Consumador da nossa fé. O perigo pode estar bem pertinho de nós. O apóstolo Pedro diz: “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar” (I Pedro 5:8) O mundo acena por todos os lados, procurando desviar nossa atenção do santo, do sagrado, para nos amoldar ao deboche dos programas de TV, à moda inconveniente, a tudo que é próprio à sociedade devassa que predomina hoje. Por isso precisamos ficar alertas, olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé – JESUS!
“Não mintais uns aos outros, uma vez quevos despistes do velho homem com os seus feitos.” (Colossenses 3:9)
Há neste texto três palavras que merecem um exame mais acurado. São elas: mentira, despir-se, e velho homem.
1.Mentira – Todos sabemos o que é a mentira (afirmação contrária da verdade; falsidade; ilusão). Mas, você sabia que a mentira é também um vício? Quando se fala em vício pensa-se imediatamente em drogas, furto, alcoolismo, etc. Mas, você sabia que a mentira também é um vício? A Bíblia é virtualmente contra a mentira. No livro do Apocalipse há uma lista daqueles que não poderão entrar no Reino dos Céus, e entre eles estão os mentirosos: “Fora ficam os cães (ímpios), os feiticeiros, os assassinos, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira.” (Apoalipse 22:15). E ainda: “Nela (Cidade Santa) nunca jamais penetrará coisa contaminada, nem o que pratica a mentira (Apocalipse 21:27). Diz também que “os lábios mentirosos sãoabomináveis ao Senhor”. E Jesus chegou a dizer que, quem mente é filho do diabo: “Vós sois do diabo, que é vosso pai... porque é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44). Os mentirosos não entrarão no Reino dos Céus. Isto é muito sério. A mentira era condenada em Israel por causa dos seus efeitos anti-sociais (Provérbios. 26:28). E o Ap. Paulo nos exorta: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo...” (Efésios 4:25). Tenhamos cuidado com o que falamos, porque a mentira vicia. O significado do vocábulo “mentiroso” é: que tem o vício de mentir, ou seja, mente constantemente, sem se aperceber, muitas vezes acreditando na própria mentira. É um dos pecados mais difíceis de serem eliminados na vida do cristão.
2.Despir-se – Significa afastar de si; largar; abandonar; tirar do corpo. É necessário ao crente que passa pelo novo nascimento, despojar-se de tudo que se relaciona com a vida anterior, que chamamos de “homem velho” ou “velha natureza”. O ap. Paulo fala, tanto do despir-se como do vestir-se. Não é despir-se e ficar nu; não! Mas, ao despir-se do “velho homem” com suas concupiscências, o crente deve vestir-se com a armadura de Deus e com o fruto do Espírito, para que, ao encontrar a casa vazia o inimigo não volte e ocupá-la. A metáfora do despojamento não inclui somente a mentira, mas tudo que se refere à natureza do pecado, pois, “Se alguém está em Cristo, é nova criatura...” (II Coríntios 5:17).
3.Velho homem – É a denominação dada à pessoa, o ser (homem ou mulher)que vive sem Cristo e por isso anda nas trevas do pecado. O Ap. Paulo diz que essa natureza velha tinha prazer nas coisas do mundo: prostituição, impureza, lascívia, avareza, idolatria, etc. sobre as quais vem a ira de Deus, mas o novo homem, nascido do Espírito, se refaz para o pleno conhecimento de Deus, segundo a imagem daquele que o criou (Colossenses 3:5-10). Sigamos portanto o conselho do Ap. Paulo e a orientação de toda a Palavra de Deus, revestindo-nos do “novo homem”,produzindo frutos dignos do arrependimento, ou seja, de “ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Colossenses 3:12).
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos,na comunhão,no partir do pão e nas orações.”
(Atos 2:42)
Estamos no início da Igreja Primitiva. Tudo era novo para os irmãos, considerando que tudo ou quase tudo relacionado com o judaísmo tinha se cumprido na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, e agora a igreja vivia um novo contexto. Não foi fácil para os judeus e até para os próprios discípulos, entenderema interpretação dada por Jesus à Lei moral e espiritual que eles estavam acostumados a seguir ao longo de muitas gerações; mas agora, com a descida do Espírito Santo, eles começam a entender muitas coisas que não entendiam antes, como a lei do amor, interpretada por Jesus, a lei do perdão, que nos encosta na parede e diz que se não perdoarmos também não seremos perdoados e, confrontadamente a lei do sábado, à qual o Mestre dera uma interpretação completamente diferente daquela a que estavam acostumados.
A essa altura, isto é, no momento dos acontecimentos narrados no capítulo 2 de Atos, eles já se reuniam no primeiro dia da semana (domingo) em obediência ao mando do senhor e permaneciam reunidos durante toda a semana, louvando a Deus e recebendo a instrução da Palavra pregada pelos Apóstolos, agora, totalmente cheios do Espírito Santo.
A primeira atitude dos novos cristãos que chama a nossa atenção, é a perseverança.O texto começa dizendo que eles perseveravam na doutrina. Perseverar, comoo contexto mesmo mostra, é conservar-se firme e constante, permanecer. A nova doutrina do Evangelho provocava muita controvérsia, muita discussão por parte dos fariseus e chefes da sinagoga, e por isso os crentes precisavam aprender cada vez mais, e permaneciam unidos todos os dias, no templo e de casa em casa, ouvindo os ensinamentos que Jesus havia deixado com os discípulos.
O texto destaca três coisas que doravante deveriam caracterizar a Igreja do Senhor:
a) A comunhão dos irmãos
b) A oração incessante
c)O partir do pão.
a) Esta comunhão a que o texto se refere, não diz respeito apenas à unidade no Espírito, porém é bem mais abrangente, pois essa unidadelevavaos crentes a terem tudo em comum, ninguém considerava nada unicamente seu, pelo contrário, tudo era de todos.Em virtude disso não havia necessitado entre eles, porque todos os bens e haveres eram distribuídos igualmente entre os irmãos. “Da multidão dos que creram eram um o coração e a alma (Atos 4:32 ).
b)Os judeus eram acostumados a longos períodos de oração, oravam três vezes ao dia - às nove horas, ao meio dia e às dezoito horas (ou seis horas da tarde), mas eram orações metódicas, decoradas, sem muito envolvimento pessoal. Ainda hoje os judeus praticantes fazem isso. Mas agora, os crentes oravam “em espírito”, como Jesus ensinara; era diferente! Eles oravam e a resposta vinha incontinente e milagrosamente. Haja vista o livramento de Pedro da prisão (Atos 12:5-19) . Assim sendo, a oração como base da pregação do evangelho e da vida cristã, passou a fazer parte da “doutrina dos Apóstolos”, não mais três vezes ao dia, mas, “sem cessar” (I Tessalonicenses 5:17).
c) “No partir do pão”.Esse “partir do pão” pode ter duas interpretações. Uma seria a literal, ou seja, uma menção à Ceia do Senhor, que tornou-se tão importante para os crentes daquela época que, juntamente com o batismo, era tida como ordenança, ou sacramento. Mas também pode significar que, depois da reunião no templo eles não queriam se separar, por isso se dirigiam, cada dia para casa de um irmão, e tomavam as refeições em conjunto, como dá a entender os versos 44, 46 e 47. A alegria era tanta que eles não conseguiam se separar, para não perder a comunhão.No primeiro dia da semana (domingo), estavam reunidos com o fim de “partir o pão” (celebrar a comunhão). No primeiro dia da semana, pelo fato de que era o dia em que eles comemoravam a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, ocorrida no domingo.
E, “enquanto isso”, isto é, enquanto a igreja agia dessa maneira, “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”Será que não é isso que está faltando em nossas igrejas hoje?“Vida nova”? Umaigreja viva, não no sentido da concepção de hoje, animada, barulhenta, cheia de instrumentos e que passa uma hora cantando e gesticulando, mas uma igreja viva no sentido bíblico, onde haja comunhão sincera, amor sem fingimento, confiança mútua entre os irmãos, onde os cultos de oração sejam os mais concorridos, onde haja manifestação do poder de Deus, não em supostas curas, mas em conversão de almas.
Precisamos “resgatar” a doutrina dos apóstolos, voltar aos primórdios da igreja cristã, à comunhão dos “santos”, sem ostentação. Existem igrejas em que não se pode fazer reuniões de oração ou outras, em casa dos irmãos porque ninguém quer oferecer a casa! Motivo? Preocupação com o lanche, com a aparência da casa, etc. Em muitas igrejas os grupos de oração nos lares morreram por causas desses melindres! Isso jamais deveria acontecer na igreja de Deus, pois, na igreja primitiva, os crentes tinham tudo em comum.
Depois de um exaustivo dia de trabalho, Jesus entrou no barco e os discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma tempestade incontrolável; as ondas varria o barco; os discípulos lutavam bravamente, mas se viam ao ponto de naufragarem... E no meio de todo esse caos, “Jesus dormia...”
Deus criou o sono para que os homens pudesse se recompor das suas fadigas. No Éden, “o Senhor fez cair pesado sono sobre Adão”, enquanto lhe retirava a costela da qual fez a mulher (Gênesis 22). Na bíblia vamos encontrar vários textos em que Deus se revelava a alguns homens enquanto dormiam: Abraão (Gênesis 15:12); Jacó (Gênesis 28:12; José (Mateus
Quando nos vêm tempestades de tribulações e angústias, não devemos pensar que o senhor nos esqueceu, ou nos abandonou, ou não tem poder para nos livrar desses males. Às vezes, o Senhor permite que nos sobrevenham tempestades para nos ensinar grandes lições. Lembre-se do milagre do cego de nascença: “... Para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9:3).Na morte de Lázaro (João 11:4), o senhor Jesus deixou que o pior acontecesse para que os judeus que ali acudiram, se convencessem de que Ele era o Cristo tão esperado por eles.
A tempestade, no texto em apreço, prova a fé dos discípulos e mostra-lhes o seu poder sobre a fúria da natureza. Exausto de tantos trabalhos, Jesus dorme. Suas viagens, suas vigílias, suas preocupações levam-no a, como homem, buscar um pouco de descanso. Esse é o único texto que encontramos na Bíblia, mencionando que “Jesus dormia”. Geralmente, enquanto os discípulos dormiam, Ele velava em oração, mas nessa ocasião diz a Bíblia que “Ele dormia...”
A fé só pode se manifestar em situação de perigo, doença, ou desespero. Quando tudo vai bem, ninguém precisa de fé. Fé é confiança naquele que pode resolver nossos problemas e nos livrar de todos os maus momentos. Jesus tem seus meios para exercitar a nossa fé.Dizer que se tem fé é uma coisa; mas, exerce-la e mantê-la viva nos momentos de angústia, ansiedade e desespero, é outra muito diferente. Os discípulos estavam acostumados a ver Jesus solucionar, com apenas uma palavra, todos os problemas dos que o procuravam, mas agora eles lutavam sós, porque Jesus dormia...Então pensaram: “Vamos acordá-lo! Ele dormiu tão pesado que não está se dando conta da nossa situação!” Mas o Mestre os repreende: “Por que sois tímidos, homens de pequena fé?”Lucas dá uma versão diferente às suas palavras: “Onde está a vossa fé?” (Lucas 8:25).E Marcos diz: “Como é que não tendes fé?” (Marcos 4:40).
As tempestades no Mar da Galiléia eram comuns e costumavam chegarsúbita e violentamente. Assim são as tempestades da vida, chegam quando menos esperamos. Você pode não ter nenhuma fé, como disse Marcos, pode ter uma fé pequena, como menciona Lucas, que não dá para enfrentar o sofrimento; mas pode ter uma grande fé, porem escondida, guardada, sem uso! Você precisa exercitar a sua fé sempre, para que, numa hora de grande desespero você já tenha experiência e saiba como agir em situações semelhantes.Lembremo-nos de que Jesus disse: “Eis que estou convosco, todos os dias...”
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios. 22:6)
Falar aos filhos, especialmente a verdade, é um ato de coragem, de responsabilidade, de fidelidade, porque a criança ouve bem e entende melhor, às vezes, que o adulto. Falar a verdade à criança é um dever moral e espiritual dos pais, mas, nem toda “verdade” deve ser dita na presença de crianças, pois, sinceridade e prudência, são virtudes que devem andar sempre juntas. Precisamos ter muito cuidado com o que falamos diante de nossos filhos, porque eles, quando pequenos, acreditam em tudo que os pais dizem, ainda que seja o maior absurdo do mundo. Por isso Salomão, escritor dos Provérbios recomenda que devemos ensinar à criança, o caminho que ela deve trilhar durante sua vida inteira, dando, inclusive exemplo daquilo que estamos ensinando.
Eu li um episódio acontecido com um presbítero que costumava falar mal do pastor na frente do filho de 6 anos de idade - criança desenvolvida e inteligente: “O pastor é um homem de duas caras!”, exclamava o pai, conversando com a esposa.
Certo domingo, após a Escola Dominical, aquele homem convidou o pastor para almoçar em sua casa., Quando chegaram em sua residência, o presbítero acomodou o pastor no seu escritório e pediu licença para subir para trocar de roupa. Enquanto isso, o filho, curioso, correu para o escritório e ficouandando várias vezes em volta do pastor, olhando atenta e vagarosamente, como que perscrutando alguma coisa. O pastor pensando que ele estava querendo fazer alguma brincadeira, perguntou: “O que foi Marquinhos? Está me estranhando?”Ao que o menino respondeu: “Estou procurando a sua outra cara!” “O que?” repetiu o pastor, “está me achando diferente?!” “Não!” disse o menino: “É que o papai disse que o senhor é um homem de duas caras”!
Não é de se estranhar que a maioria dos jovens em nossas igrejas hoje, não respeitem mais o pastor, nem as autoridades eclesiásticas, pois a educação cristã nos lares anda muito deficiente, com raras e honrosas exceções. As crianças, por mais inteligentes que sejam, não têm capacidade de entender o que se passa numa reunião do Conselho da Igreja, ou alguns problemas surgidos nas igrejas, ou em reuniões de sociedades internas ou assembléias. Comentar problemas da igreja em casa, na frente dos filhos, é uma atitude duplamente repreensível - já pelo fato de denotar falta de amor para com o irmão, o que já é um grande pecado - “O amor seja sem hipocrisia”...- como também pelo mau exemplo que estamos dando aos nossos filhos, pois, além do risco de que eles poderão inocentemente nos causar um vexame, como também, o que é ainda pior, leva-los a se desinteressarem pela igreja, por ver tanta desavença e desunião.Por isso irmãos, cuidado, pois vocês, pais, são responsáveis pelo futuro espiritual de seus filhos. A criança pequena costuma seguir os passos dos pais – se eles amam a igreja, amam os irmãos, são assíduos aos trabalhos, dão bom testemunho do Evangelho, os filhos naturalmente irão trilhar esse mesmo caminho. Por isso a Escritura diz:“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele."!
“Emtudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.”(I Tessalonicenses 5:18)
Uma menina foi passar férias em casa dos avós, no interior do Ceará, onde os costumes eram muito diferentes dos que estava acostumada. Logo no dia seguinte, na hora habitual, chegou para a avó e disse: “Vó, está na hora de minha merenda! Ao que a avó respondeu: “Filha, aqui nós não temos merenda, e o jantar, só mais tarde!”Minutos depois a garota volta a pedir: “Vó, estou com fome, quero uma merenda!”E a avó com muita tristeza respondeu: “Filha, nós não temos nada pra merenda! A vida aqui é muito difícil, não há onde se comprar nada!”Meia hora depois a netinha volta e diz: “Vó, você não tem nada mesmo? Qualquer coisa!”E a avó disse: “Qualquer coisa? Só se for rapadura com farinha!” Ao que a menina respondeu: “Eu quero, vó! Estou com fome!” Então a avó lhe serviu um pedaço de rapadura com farinha. A menina sentou-se à mesa, abaixou a cabeça e orou: “Papai do Céu, muito obrigada por esta rapadura com farinha, que é só o que a minha vó tem no momento! Amém!”
“Em tudo dai graças! Esta é uma expressão bastante forte e contundente do Apóstolo Paulo: “Em tudo!”é uma expressão que abala, esmurra, fere, porque: tudo, indica“a totalidade daquilo que existe; todas as pessoas; todas as coisas...”, como mostra o dicionário da nossa língua!E isto demonstra o quanto devemos ser gratos a Deus por aquilo que Ele nos dá diariamente! Tudo que somos, tudo que temos é Ele quem nos dá: Amor, perdão, salvação, segurança, sustento, saúde, inteligência, orientação, tranqüilidade e tudo o mais que você possa imaginar! TUDO!
Isso nos mostra quanto devemos ser gratos a Deus e como resposta a esse amor avassalador do nosso Deus, que foi ao extremo de nos dar o seu único Filho para nos resgatar da condenação do pecado, repito, nossa resposta deveria ser nos entregar espontaneamente a Ele, amando-O de todo nosso coração, de toda nossa força, de todo nosso entendimento, dando-lhe sempre graças por tudo!
O que tem tido mais relevância em sua vida? Os problemas ou as bênçãos? Há um hino em nosso “Novo Cântico” que diz: “Tens acaso mágoas, triste é teu lidar?É a cruz pesada que tens de levar? Conta as muitas bênção! Logo exultarás. E fortalecido tudo vencerás.!O nosso maior problema, irmãos, é a ingratidão e o esquecimento. Costumamos esquecer os benefícios e nos lembramos só dosdesgostos, dos desenganos. Jó foi o homem mais provado que o mundo já conheceu. Ninguém, em todas as épocas, sofreu mais do que Jó. No entanto,Jó era um homem que sabia olhar por cima, além dos problemas.Quando sua mulher lhes sugeriu que amaldiçoasse o seu Deus para morrer mais depressa ele respondeu:”Falas como um doida; temos recebido o bem do Senhor e não receberíamos o mal?” (Jó 2:10).Aí está o segredo da vitória! Olhar além! Jó pôde se lembrar de tudo que vinha recebendo do Senhor: riqueza, filhos, saúde. Agora, o mesmo Deus lhe tirava tudo, e ele iria reclamar? Não! Antes, louvou ao Senhor dizendo: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou. Bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1:21). E a recompensa pela fidelidade e gratidão está no fim da história: “Mudou , o Senhor, a sorte de Jó... e deu- lhe o dobro de tudo o que antes possuía” (Jó 42:10)
Precisamos aprender a dar graças a Deus por tudo, porque esta é a vontade de Deus para conosco.
“Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.” (Lucas 19:5)
O ato de descer, na maioria das vezes, constitui um perigo. Jesus, querendo ensinar ao jovem rico que o procurou em busca da salvação, quem era o seu próximo, contou-lhe uma parábola, a do “Bom Samaritano”, dizendo: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de salteadores... Descer, muitas vezes nos leva a cair. Mas, no texto em que estamos meditando, a ação funcionou de modo diferente: Zaqueu desceu, para subir.
Zaqueu procurava ver a Jesus por mera curiosidade. De certo ouvira falar nos milagres de Jesus e ficara curioso para conhecer esse homem que, de repente, tornara-se uma figura tão popular! Mas Jesus tinha outros planos para a vida de Zaqueu. Jesus sabia tudo sobre Zaqueu. Sabia que era homem rico, talvez odiado pelos seus conterrâneos por conta de sua profissão – coletor de impostos – e que por isso era um homem solitário, triste e carente de salvação. Zaqueu subiu numa árvore para melhor ver Jesus quando passasse, mas Jesus o vira desde que propusera em seu coração de conhecer-lo! (Leia o texto de Lucas 19:1-10).
“Zaqueu, desce depressa!”Uma pequena ação da qual dependia a salvação de um homem! Uma ação que se transforma numa grande bênção! O descer da árvore foi uma ação singular na vida de Zaqueu, porque, ao receber Jesus em sua casa e passar a noite em companhia do visitante divino, sua vida mudou completamente. A Bíblia não registra o que Jesus falou com Zaqueu no caminho para sua casa, nem durante o jantar que este lhe oferecera. Mostra apenas o desfecho desse episódio tão marcante, ou seja, Zaqueu descendo do seu pedestal de homem público, de sua vaidade, de seu orgulho, de sua avareza para depois se levantar! Diz o texto que, depois de descer, Zaqueu se levantou e disse: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais.”E a declaração de Jesus não deixa qualquer dúvida acerca da sinceridade das palavras de Zaqueu, porque disse: “Hoje houve salvação nesta casa!... Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.” Desce, se queres subir!
Quem sabe nós também não estamos precisando descer do nosso orgulho, presunção, do nosso “EU”, da preguiça, do “faz de conta”, da aparência. O Senhor Jesus nos conhece, antes que nós mesmos nos conheçamos na realidade. Jesus, que sonda os corações, conhece nossos defeitos, mas também conhece nossa real necessidade. Zaqueu carregava um coração vazio, ansioso, sem alegria, até que Jesus lhe diz: “Zaqueu, desce depressa! Não deixe para amanhã, desça depressa, porque hoje pode haver salvação em sua vida!
“Não deixemos de congregar- nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Diase aproxima.”(Hebreus 10:25)
O vocábulo “!greja” é uma tradução da palavra grega “Eklesia”, que originalmente não se refere a lugar de adoração, mas tem o sentido de reunião de pessoas. Na maioria dos casos ela aparece indicando uma associação local de crentes, e é este, sem dúvida o melhor sentido da palavra para os nossos dias. A forma mais comum hoje de se usar a palavra igreja, é para designar uma organização de crentes que se reúnem em determinado lugar, podendo ser um templo, uma casa, um galpão ou uma tenda.
Mas, a palavra “igreja” no Novo Testamento, tomou também um sentido espiritual,quando se refere ao agrupamento de todo o povo de Deus, a todos aqueles que foram resgatados pelo sangue de Cristo. Nesse sentido, o Ap. Paulo em Hebreus fala da “igreja dos primogênitos arrolados nos céus”. E ainda em Atos “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.”
Entretanto, o significado real da palavra “ajuntamento” é o que cria em nós o verdadeiro sentido de igreja, ou seja, um lugar especial de comunhão, de amor, de perdão, de união e bem estar. Nenhum outro lugar no mundo tem estas qualidades.O Novo Testamento liga Jesus com a igreja, o que torna aindamais difícil ou até impossível desfazer essa união, porque, tanto Ele é o Pastor das ovelhas quanto, como Ele mesmo diz: o cabeça do corpo (que é a igreja); a videira verdadeira, da qual nós somos os ramos (e esses ramos não podem subsistir desligados da videira)... Enfim, Ele é tudo em todos!
Portanto, irmãos, precisamos valorizar mais o “Corpo de Cristo”, que é a igreja.Defende-la, apoiá-la, sustentá-la, difundi-la, santificá-la, pois,a igreja é a noiva do Cordeiro (Cristo) e deverá estar preparada para as bodas, como diz a Palavra: “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa (a igreja) a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro... porque são os atos de justiça dos santos” (Apocalipse 19:6-8). Não deixe o seu lugar vazio, pois os lugares que não são ocupados pelos crentes, podem ser ocupados pelos demônios,enviados de Satanás, não para louvar e glorificar a Deus como você faria, mas para atrapalhar o culto, desviar a atenção dos fiéis, criar situações engraçadas ou constrangedoras, que tirem a concentração dos irmãos e o espírito de adoração. Eu ouvi um pregador dizer (não sei se é real), que Satanás e seus mensageiros são os assistentes mais pontuais que existe; quando se abre as portas do templo, eles são os primeiros que chegam, para tentar ocupar um lugar. Portanto, não deixemos nenhum lugar vazio,vamos encher o templo de almas sedentas de salvação! E não deixemos nunca de congregar-nos!
“A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” (Lucas 10:2)
O Novo Testamento não nos deixa qualquer dúvida sobre a urgência da convocação missionária. A pregação do evangelho tem urgência, porque a seara continua crescendo e os ceifeiros estão cada dia diminuindo.Muitos são chamados, mas poucos os que trabalham pra valer! Por isso o Senhor Jesus recomenda que se faça uma grande convocação, um grande movimento em favor da seara.
Nosso País ainda goza de liberdade religiosa, mas existem muitos paises, notadamente no Oriente Médio, onde o Evangelho não consegue se expandir por causa da oposição cerrada das autoridades. O que aconteceu com Estêvão, com o Ap.Paulo e outros mártires do Cristianismo, ainda acontece hoje. Hoje mesmo soubemos que no Uzbequistão um pastor batista, de 27 anos, Tohar Haydarov foi levado a uma delegacia e obrigado a negar sua fé. Como ele se recusou,colocaram drogas no seu bolso para condena-loe confiscaram suas chaves, vasculharam sua casa e disseram haver encontrado mais drogas lá, colocadas pela própria polícia. Assim ele foi julgado, sem direito a defesa (não deixaram que os fiéis testemunhassem em seu favor)e condenado a dez anos de prisão por um crime que ele não cometeu. Isso está acontecendo hoje em muitos paises, e nós aqui no Brasil, “dançando” nas igrejas, celebrando a vida, quando o mundo está perecendo por falta do Evangelho. Mas o tempo urge! Logo a perseguição chegará aqui também; e nós, o que temos feito para proclamar a mensagem salvadora do Evangelho?
Griffith Thomas faz a seguinte observação acerca da mensagem Bíblica: "a)Os Evangelhos mostram o grande amor de Deus.
b)O Livro de Atos e as Epístolas revelam a graça de Deus
c)O Apocalipse declara a Sua grande vitória.
E assim, teríamos as três grandes bênção da vida cristã:
a)Perdão para o passado
b)Poder para o presente
c)Paz para o futuro.”
Nós, como discípulos daquele que nos amou e por nós morreu, precisamos urgentemente anunciar estas verdades aos que nos rodeiam, pois Deus falou pela boca do profeta Ezequiel, dizendo: “Não tenho prazer na morte do ímpio... “ (Ezequiel 33:11). E Jesus, falando por parábola sobre a grande ceia, disse: “Sai pelos atalhos, e obriga-os a entrar, para que fique cheia a minha casa.” (Lucas 14:23). Deus é amor, mas nunca se apartou da justiça: “...A alma que pecar, essa morrerá.” (Ezequiel 18:4). E, “como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3).
Pesa sobre nós o dever de anunciar a salvação em Cristo. O Senhor disse a Isaías: “A quem enviarei? E quem há de ir por nós?” A convocação do Mestre é para todos: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a seara.” (Lucas 10:2).
“Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nenhum sequer.” (Salmo 14:2,3)
A Bíblia afirma que, por ter rejeitado a Deus, o homem se tornou escravo do pecado e está debaixo do poder destruidor de Satanás, vivendo como cego às apalpadelas, buscando a felicidade onde não pode encontrar, amando e andando nas trevas, sem Deus e sem esperança no mundo. “Todos se corromperam; não há nada de bom neles.” O profeta Isaías diz que: “Todos nós somos como imundo, e todas as nossasjustiças como trapos de imundícia” (Isaías 64:6). Ora, se o melhor de nossos atos, aquilo que consideramos justiça, é isso, que dizer dos nossos pecados? O profetaJeremias diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9) Do coração, que julgamos ser tão bonzinho, como disse Jesus, é dele que procedem todos os males (Marcos 22).
O texto, no qual estamos meditando,diz que “todos se corromperam” e por essa razão se tornaram escravos do pecado. Deus ainda arriscou um olhar para a terra para ver se alguém tinha escapado, mas não viu ninguém que fizesse o bem; não viu ninguém que O buscasse! A descrença do homem em relação a Deus, leva-o a um estado de total depravação – prostituição, furtos, homicídios, adultérios, avareza, dolo, lascívia, inveja, blasfêmia, soberba, loucura” (Mateus 22). Esse é o caminho do homem sem Deus e é tudo isso que estamos vendo no mundo hoje.Um terrível estado de depravação, ameaçador, espantoso, diabólico!
“Todos se corromperam...”O vocábulo “corrupção” significa depravação, suborno, apodrecimento, desmoralização.Se nós, os crentes, soubéssemos até onde vai a degradação do homem no pecado, ficaríamos mais atentos às exortações da Palavra de Deus; à advertência de Jesus quando disse: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).
Precisamos buscar a Deus diariamente, constantemente, pois só Ele tem poder para nos libertar das algemas do Satanás. Não adianta procurar noutro lugar ou em outra coisa. Só Jesus pode nos trazer a paz que tanto procuramos!“Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto!” (Isaías 55:6)
“Tendo dito estas coisas, ajoelhando-se, orou com todos eles”(Atos 20:36)
“Ajoelhando-se, orou...” Ajoelhar-se significa ‘ir à terra”; “humilhar-se”; “adorar”. Orar de joelhos é sinal de reconhecimento da majestade de Deus. Muitos servos do Senhor alcançaram a sua benevolência, através da oração de joelhos. A Bíblia relata que quando o povo de Israel começou a se rebelar no deserto por causa da falta de água, “Moisés e Arão se lançaram sobre o seu rosto”, isto é, prostraram-se ajoelhados, e a glória do Senhor lhes apareceu... (Números 20:6,7). Ajoelhar-se diante do Senhor Todo-Poderoso é sinal de vitória. Temos o registro de Esdras, que orava e fazia confissão, “chorando prostrado diante da Casa de Deus...” (Esdras 10:1), e em resposta viu o arrependimento do povo e a restauração dos sacerdotes que haviam pecado contra o Senhor. Temos ainda o exemplo de Daniel, “quando soube que a escritura estava assinada, ... três vezes no dia, se punha de joelhos, e orava...” (Daniel 6:10) e o resultado nós sabemos, foi milagrosamente livrado da fúria dos leões na cova em que foi lançado. Não podemos deixar de lembrar também do primeiro mártir do Cristianismo, Estêvão, que, na hora em que estava sendo apedrejado, já quase sem vida, encontrou forças para se prostrar diante do Senhor: “”Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado...” (Atos 7:60).
Se quisermos consolo na hora da aflição, devemos aprender a orar como nosso Pastor e Mestre, Jesus. Foi Ele quem nos deu o maior exemplo de como procedermos nas horas amargas da vida. Esgotado pelas aflições porque estava passando, se afastava de todos, subia ao monte e ali, de joelhos, passava a noite em oração ao Pai. “E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra, e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora.” (Mc 14:35). Mas não foi possível, pois aquela era a sua missão; para aquela hora tinha Ele vindo ao mundo. Porém , mesmo não sendo possível mudar o curso da história, o Pai ouviu sua oração e enviou um anjo que o consolou (Lucas 22: 41-43) A oração foi o recurso supremo que o Mestre nos legou para nos confortar nos momentos de aflição, pois Ele mesmo, sem culpa nenhuma, caminhou corajosamente para o suplício, levando sobre si o peso de nossos pecados (I Pe 2:24).
Muitas pessoas ainda hoje oram de joelhos, porém, a maioria o faz por hábito, ou por imposição do sistema eclesiástico, sem saber por que o está fazendo. Mas, quem nunca caiu de joelhos diante do Senhor com o rosto em terra, é porque nunca passou por um real momento de aflição. Todavia, a hora está chegando, aquela hora da qual Jesus falou: “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo...” (Mateus 24:21,22). Portanto, é hora de resgatarmos aquele recurso deixado por Jesus, de nos prostrarmos diante do Todo-Poderoso e clamarmos pelo nosso País, pelos nossos filhos, pela nossa própria vida! “Portanto vigiais, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt 24:42). “De joelhos...!”
Os apóstolos Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona, quando encontraram um homem, coxo de nascença, que diariamente ali mendigava , junto à porta principal. Ao ver os apóstolos, aquele homem lhes implorava que lhe dessem uma esmola.Pedro, fitando-o, disse: “Olha para nós!” O homem os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. Mas Pedro lhe disse: “Não possuo nem prata, nem ouro, mas o que tenho isso te dou: Em nome de Jesus Cristo o Nazareno, anda!”...( Leia At 3:1-10).
Os costumes mudaram muito de uns tempos para cá; e não me refiro nem aos tempos da igreja primitiva, quando, diz a Palavra que, “em cada alma havia temor e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (At 2:43). Refiro-me a apenas uma geração passada, quando os crentes ainda eram chamados pela alcunha de “nova seita”, porque, a vida deles era diferente; e isso incomodava os incrédulos; as crianças e os jovens eram discriminados nas escolas por serem “nova seita” ; os adultos eram discriminados no trabalho por serem honestos e exigirem sempre a verdade; os crentes realmente faziam diferença na sociedade em que viviam.E hoje? Como os crentes são identificados nas escolas ou no trabalho? Muitos passam anos e anos convivendo com um colega que nunca veio a saber que ele era crente!
O Ap. Pedro disse àquele homem: “Olha para nós!”Será que hoje alguém pode dizer para o seu vizinho, ou para o seu colega de trabalho ou de escola: “Olha para mim”!?
Que temos nós para oferecer? Sabemos que o poder de Deus não muda, mas nós temos mudado muito! Não há mais diferença entre um filho de crente e um filho de descrente hoje: ambos vão à todas as festinhas da escola; ambos dançam quadrilha; participam de festas religiosas, etc. Os jovens dançam nas formaturas e tenho visto até filhos de pastores que dão festa dançante nos casamentos! Hoje está comum.! Não quero dizer que “dançar é pecado”, nem quero entrar no mérito da questão; foi apenas um exemplo, quero apenas mostrar que o mundo espera que o nosso viver seja diferente, o crente precisa ter “algo mais”, algo que desperte nos outros o desejo de serem como nós!Que possam dizer de nós, como disse a sunamita: “Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus” (II Reis 4;9). Que vivamos de tal forma que possamos dizer como Pedro: “Olha para nós”... e que tenhamos o que dar além de uma simples esmola!
"Eis que o semeador saiu a semear... uma parte da semente caiu em boa terra e deu fruto: uma a cem, outra a sessenta e outra a trinta."
Aqui está a prova eloqüente e inconteste da semente que produziu abundantemente. Indo para frente ou para trás, subindo às alturas ou descendo às profundidades, ninguém será capaz de desconhecer que “Ebenezer” é um marco, como as "pedras tiradas do Jordão... e ali estão até o dia de hoje." (Josué 4:9) . Ebenezer, cujo nome significa "Pedra de Auxílio", é um monumento de vitória erguido pelo Profeta Samuel para perpetuar à Israel as vitórias concedidas por Javé (I Samuel 7:12). Assim tem sido a nossa “Ebenézer” no alto sertão do Ceará.
Conta meu tio, Rev. Alcides Nogueira, em sua auto biografia , que meu bisavô Joaquim Cândido de Sena, que era católico praticante e amigo particular do pároco da Região Joaquim Ferreira Diniz, que certo dia, em conversa com o dito padre falou-lhe de sua crença de que, quando da eleição dos papas, o Espírito Santo pousava sobre a cabeça do eleito, daí sair aquela fumacinha pela janela; ao que o padre retrucou: “Nada disso, Joaquim, a coisa não é bem assim, pelo contrário, quando dois ou mais candidatos pleiteiam o cetro de Sumo Pontífice tem havido até luta sangrenta!”Esta informação chocou extremamente meu bisavô, a ponto de, decepcionado, procurar conhecer mais acerca da Igreja. Como tivesse bastante intimidade com o referido padre, certo dia, bisbilhotando em sua biblioteca, descobriu entre seus livros uma Bíblia, que passou a ler com a permissão do mesmo, tendo lhe sido oferecida mais tarde, pela irmã do sacerdote.(?)
Ao começar a ler as Escrituras ficou muito impressionado principalmente com o capítulo 20 de Êxodo, onde Deus condena veementemente a idolatria. Em face disso resolveu comprar uma Bíblia e passou a examiná-la cuidadosamente. Quanto mais lia a Bíblia mais descrente ficava do catolicismo romano, tendo inclusive deixado de venerar os “santos” de sua devoção, mas, como não conhecia ainda nada do Evangelho, continuou na Igreja Católica Romana. Aquela velha Bíblia, de tradução de Figueiredo, edição de 1857 ainda existe até hoje, já bastante deteriorada, sob a guarda de um dos netos residente no sítio Vencedor.
Anos mais tarde, chegava ao sítio Vencedor, de propriedade do meu
bisavô, um parente distante da família Sr. Antonio Leão, que era colportor e membro da Igreja Presbiteriana de Fortaleza, homem leigo porém muito versado nas Escrituras, que durante três dias falou ao meu bisavô sobre o plano da Redenção em Cristo Jesus. A semente caiu em boa terra, porque a essa altura meu bisavôjá estava preparado para receber o Evangelho.
Joaquim Cândido converteu-se ao Senhor Jesus em 11 de janeiro de 1905, fazendo sua pública Profissão de Fé e Batismo na Igreja Presbiteriana de Fortaleza, única igreja evangélica em todo o Estado do Ceará, na época. Oficiou a cerimônia o Rev. Dr. Reynold P. Baird, missionário americano, que pastoreava a igreja naquela ocasião, conforme consta da ata a seguir transcrita:
“Ata da Sessão da Igreja de Fortaleza. Aos 11 dias do mez de janeiro de 1905, logo antes do culto as 7 horas da noite reuniu-se a Sessão estando presentes o Pastor o Revdº Dr. R. P. Baird e o Presbytero o Snr. Candido Olegario Moreira. Foi aberta a Sessão com oração. O irmão Snr. Joaquim Candido de Sena foi examinado sobre a sua esperança de salvação mediante a fé em nosso Senhor Jesus Christoe tendo respondido satisfactoriamente foi admetido na communhão da Egreja e o seu nome foi arrolado. Encerrou-sea sessão com oração, seguindo-se immediatamente aos serviços divinos. (Assinados): R. P. Baird e Francisco Bomates - Secretário”.
Nota: Transcrição transliterada da ata
Joaquim Cândido era homem muito respeitado, tanto no seio da família como na sociedade, como cidadão íntegro e de boa reputação, tanto assim que, em 21 de fevereiro de 1903 foi nomeadopelo Palácio da Presidência do Ceará, terceiro Suplente de Juiz Substituto do termo de Cachoeira, Comarca de Jaguaribe Mirim, conforme documento a seguir transcrito.
"Armas da República - O Dr. Pedro Augusto Borges, Tenente Coronel do Corpo de Saúde do Exército, Presidente do Estado do Ceará, etc. Nomeio o cidadão Joaquim Cândido de Senna para exercer o cargo de terceiro Suplente de Juiz Substituto do termo de Cachoeira, Comarca de Jagª Mirim. Palácio da Presidência do Ceará, Fortaleza, 21 de Fevereiro de 1903. Ass. Dr. Pedro Augusto Borges e Antonio Sabino do Monte (Em baixo) Prestou o compromisso do Estillo. Jaguaribemirim, 19 de Maio de 1903 - Ass. Escrivão do Geral - Candido Rodrigues Pinheiro. No verso do documento consta: Nº 502 - Rs.10.000 - Pagou Dez mil réis de emolumentos dos nºs 8 e 15 da tabela D do orçamento estadual vigente. Recebedoria do Ceará em 7 de Março de 1903. Gonzaga (a seguir assinatura). - Registrado a fls. 122v e 123 do livro competente. Secretaria da Justiça, em 7 de Março de 1903. Bezerra."
A família de Joaquim Cândido, embora abalada em sua fé , não se converteu logo ao Evangelho, mas permaneceu durante muito tempo ainda ligada à Igreja Católica Romana. Porém um incidente ocorrido após a sua morte em 1911,mudou completamenteo destino da família. Contam nossos antepassados que, quando Joaquim Cândido faleceu, a família não conseguiu permissão para sepultá-lo no cemitério local, que era de propriedade da Igreja Católica Romana, porque meu bisavô era protestante, e,embora o pároco fosse amigo, não podia violar as leis da igreja. Naquela época, todos os cemitérios ficavam em terrenosda igreja católica, porque, quando construíam uma igrejajá faziam o cemitério atrás.Dessa forma a família teve que carregar o defunto de um lado para outro, pelas cidades vizinhas em busca de um lugar para sepultar seu morto, sendo barrada em todas elas, pelo mesmo motivo. Diante disso, voltaram com o corpo para o sítio Vencedor, enum local apropriado cavaram uma sepulturaonde descansam até hoje os restos mortais do pioneiro do Evangelho nessa Região. Desde essa época, aquele local foi reservado para cemitério da família e, de 1911 até 1997 já foram sepultados ali, só da família Nogueira,47 membros.
Esse incidente causou uma grande decepção à família de meu bisavô, que a partir daí passou a repudiar a Igreja Católica Romana. Todavia, por falta de conhecimento do Evangelho, permaneceu ainda algum tempo sem religião, até que, anos mais tarde veio a receber a visita de um pastor protestante, o Rev. Natanael Cortez, que deu início a um trabalho evangélico ali, nosítio Vencedor, no dia 9 de agosto de 1917.
Os oitenta anos,que hoje se comemorade trabalho evangélico nessa região,são a prova inconteste de que realmente, como a própria Escritura afirma, “o Evangelho é o poder de Deus”.
Conta-se que o Rev. Natanael Cortez, então pastor da Igreja Presbiteriana de Fortaleza, depois de ter percorrido cerca de 60 quilômetros a cavalo, debaixo de sol causticante, ao declinar da tarde, quando o sol já se punha por trás das serras cobertas pela mata nativa, cansado de longa viagem apeou ali, no sítio Vencedor, de propriedade de familiares de meu bisavô Joaquim Cândido de Sena. Depois das apresentações, para curiosidade e espanto de todos, especialmente de minhas tias avós, quando souberam que estavam recebendo em casa, um pastor protestante. Mas, o Rev. Natanael Cortez, com aquela calma que lhe era peculiar, conseguiu fazer com que os ânimos se acalmassem e tudo voltasse ao normal.
Após o jantar, o pastor pediu permissão para fazer um culto. Embora na época isso parecesse muito estranho para a família Nogueira, os desígnios de Deus se cumpriram e naquela noite minha família ouviu o Evangelho pela primeira vez O Rev. Natanael Cortez pregou seu primeiro sermão ali, baseado no Evangelho de João “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”;depois, mesmo sozinho, com sua voz possante e afinada, cantou oshinosde nºs. 473, 490 e 148 dos Salmos e Hinos,respectivamente “Junto ao trono de Deus preparado”, “Meu pecado resgatado” e “É franca a porta divinal”. Havia 37 pessoas presentes naquele primeiro culto e em decorrência desse trabalho, pouco tempo depois, todaminha família se converteu. Hoje poderíamos dizer como certo filósofo:
"Muita coisa morreu dentro de nós e muita nasceu em nós
Montanhas de impropérios sobre nós desabaram
Oceanos de lágrimas nos lavaram as faces de alegria
E após esta tempestade cruel - a grande bonança...
Compreensão... Serenidade... Resignação...
Calma e Pazcaíram sobrenóse a atmosfera do Nazareno
rodeava o nosso povo...”
O Rev. Natanael Cortez, de saudosa memória, poderia muito bemdizer: "Eu vos ví presos, ridículos, triviais, derrotados, dominados pela religião da ignorância e vos apresentei aquele que tinha poder para dizer:"Eu vim para que tenhais vida e vida em abundância", pois, "Se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres". “
I - Como Começou o Trabalho
Quatro anos depois daquele primeiro culto, o ponto de pregação em casa de meu bisavô foi transformado em Congregação da Igreja Presbiteriana de Fortaleza, sendo assistida, quase que exclusivamente, pelo Rev. Natanael Cortez, que se fez grande amigo da família Nogueira.Após oito anos , a Congregação foi organizada em Igreja, no dia 8 de dezembro de 1929, pelo então Presbitério Ceará-Amazônia, fundado em 1920, sendo que, poucos dias antes tinha sido organizada também a Igreja Presbiteriana da Cidade de Cedro, em 4 de dezembro do mesmo ano. Num mesmo mês e ano o Presbitério Ceará-Amazônia fundou duas igrejas no interior do Ceará, fruto do incansável trabalho do Rev. Natanael Cortez.
II - Os Primeiros Convertidos
Os primeiros convertidos publicaram sua fé em Jesus no dia 21 de abril de 1918. Foram eles:
Francisco Xavier Nogueira de Sousa (meu avô)
João Evangelista Nogueira de Sousa (1º Presbítero)
·Ana Nogueira
Raimundo Nogueira
Maria Firmina Nogueira de Sousa
Belizário Nogueira de Queiroz ( 1º Diácono)
Leotínia Nogueira
Coleta Nogueira de Queiroz
Cândida Nogueira de Queiroz
III - Organização da Congregação em Igreja
O Rev. Alcides Nogueira, primeiro pastor evangelista do Campo, foi autorizado a organizar a Congregação em Igreja, possivelmente juntamente com o Rev. Natanael Cortez. A igreja foi organizada com 114 membros comungantes e 95 menores.
Correção: Consta no livro de Atas que substituiu o primeiro livro extraviado,a data da organização da igreja 12 de dezembro de 1929, com 112 membros maiores e 89 menores, mas no relatório pastoral do Rev. Natanael Cortez ao Presbitério, o qual tomou parte na organização da Igreja, consta a data certa, que foi 8 de dezembro de 1929 e o número correto de membros, ou seja: 114 membros maiores e 95 menores.
Primeiro Conselho Eleito em 8/12/1929
·Laudelino Nogueira de Souza
·João Evangelista de Souza
·Antonio Joaquim de Lima Rola
Primeira Junta Diaconal Eleita em 8/12/1929
·Belizário Nogueira de Queiroz
·Joaquim Ferreira de Lima
IV - Por que a Construção no Sítio Carretão e Não no Vencedor?
Conforme depoimentosde pessoas da época, em virtude do crescimento do trabalho e sua rápida expansão pelas fazendas: Mangabeira, Santa Luzia, Massapé, Riacho Verde, Suçuarana, Olival e outras, os líderes da Igreja, de comum acordo, decidiram que a construção do templo deveria ser feita num local que ficasse mais central para todas essas fazendas, que na época era o sítio Carretão, de propriedade da família Ferreira. Segundo informações de fontes fidedignas, o templo foi construído notempo em que era evangelista da Congregação o então seminaristaAbel Castelo Branco, meu tio, de saudosa memória, o qual tinha sido designado pelo Presbitério Ceará-Amazônia, e assumiu o trabalho no dia 27 de janeiro de 1924. Era domingo e a Congregação estava lotada. Possuidor de invejável oratória e vastos conhecimentos bíblicos, quando o evangelista Abel Castelo Branco terminou o sermão já havia ganho a simpatia de todo o rebanho.
Mas, lamentavelmente, por razões que só os desígnios de Deus podem explicar - "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência deDeus, quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!" - acometido de grave enfermidade a vida do evangelista Abel Castelo Branco foi ceifada prematuramente, deixando grande lacuna no trabalho da Congregação, sendo substituído pelo Presbítero Antônio Joaquim de Lima Rola.
A obra daconstrução do templo foi feita pelos próprios irmãos da igreja. O lançamento da pedra fundamental ocorreu em 12 de outubro de 1925 e o término da construção, em 1928. Como costumava dizer meu tio, Belizário Nogueira de Queiroz,eracomum se encontrar, à tarde, grupos de mulheres carregando tijolos na cabeça, enquanto os homens trabalhavam na obra de alvenaria. O irmão Belizário Ferreira de Almeida, dono da Fazenda Massapé, sendo um dos mais abonados na época, prontificou-se a financiar tudo o que dependesse de dinheiro:pregos ferrolhos, dobradiças, fechaduras, etc., já que os tijolos, telhas, etc. eram fabricados pelos próprios irmãos e a madeira era retirada da mata.Sua esposa D. Laurinda, juntamente com outras irmãs, costumavam levara "merenda" dos trabalhadores. Assim, com a cooperação de todos, eles construíram o templo que está lá, até o dia de hoje, como marco de fé, de unidade, de dedicação à obra de Deus.
Igreja Presbiteriana de Ebenezer, de grandes feitos, de grandes vitórias, que já deu à Igreja Presbiteriana do Brasil grandes homens -Pastores, Presbíteros, Diáconos e membros.Cinco gerações já se passaram de crentes fiéis e dedicados à obra do Senhor, todos frutos daquela pequenina semente plantada um dia no sítio Vencedor.
V - Pastores que já passaram pela Igreja Presbiteriana Ebenezer
Da relação a seguir, alguns foram pastores efetivos, outros evangelistas e outros ainda passaram apenas como visitantes:
·Rev. Natanael Cortez (Fundador)
·Rev. Sebastião Gomes Machado
·Rev. Antonio Teixeira Gueiros
·Rev. Raimundo Bezerra Lima
·Rev. Antonio Pereira
·Rev. Alcides Nogueira (1º Pastor Evangelista da Igreja)
·Rev. Ageu Lídio Pinto
·Rev. Bolivar Bandeira
·Rev. Abel Siqueira
·Rev. João Francisco de Sales (visitante, da Missão Norte do Brasil)
·Rev. João Campos
·Rev. Enéias Lins
·Rev. Antonio Alves da Silva
·Rev. Francisco José de Carvalho
·Rev. Élio Nogueira Castelo Branco (visitante, filho da Igreja)
·Rev. Levi Nogueira de Freitas
·Rev. José Hercílio
·Rev. Helnir Cortez
·Rev. Othoniel da Silva Martins
·Rev. Elgio Bezerra da Silva
·Rev. José Silon Menezes
·Rev. Abimael Prado de Araújo
·Rev, Joel Soares da Silva
·Rev. José Batista
·Rev. Raimundo Vieira Rosa
·Rev. Benedito Mattos (visitante, da Missão Norte do Brasil)
·Rev. Valmir Soares da Silva
·Rev. José Barbosa Neto
·Rev. Josué Batista dos Santos (Pastor atual)
VI - Evangelistas e colaboradores que aqui trabalharam
·Abel Castelo Branco ( 1º Evangelista)
·Antonio de Lima Rola Ferreira ( um dos primeiros presbíteros)
·Antônio Pereira (posteriormente ordenado pastor)
·Laudelino Nogueira de Souza (um dos primeiros presbíteros)
·José Pedro(colaborador - eleito presbítero mas não ordenado)
·Valdemar Castelo Branco (colaborador)
·José Balbino da Silva (colaborador)
·Moisés Nogueira de Freitas
·Inocêncio ...
·Narciso Baltazar (herói de fé, de perseverança, amor e fidelidade. Uma
relíquia da Igreja atual).
Estes homens simples, nas mãos de Deus, tinham em comum uma mesma mensagem - apresentavam o Cristo que entrava no coração do pecador sem muitas explicações. Que abre novos caminhos sem a ninguém prejudicar, que carrega nossos fardos sem gemidos. Que obedece ao Pai sem perguntar por que. E como um raio de luz convive com meretrizes e pecadores imundos e do meio deles sai tão puro como entrou. Esta era a mensagem desses nobres evangelistas, valorosos e fiéis servos de Deus.
O irmão Narciso Baltzar, com 95 anos de idade, ainda anda a cavalo, à pé, de caminhão, de carro ou de qualquer outro meio de transporte para pregar o Evangelho. Homem simples, crente fiel, evangelista inato, amado e abençoado até na longevidade. É um autêntico “homem de Deus”!
VII - Pastores da Família Nogueira
·Rev. Alcides Nogueira (1º Pastor da Igreja)
·Rev. Élio Nogueira Castelo Brancos (filho da Igreja-42 anos de
ministério, ainda na ativa)
·Rev. Edilson Nogueira Castelo Branco (filho da Igreja, ainda na ativa)
·Rev. Nhemias Castelo Branco (sobrinho, já falecido)
·Rev. Folton Nogueira da Silva (neto, na ativa, Diretor do JMC)
·Rev. Edilson Botelho Nogueira (neto)
·Teologando Ageu Júnior (neto)
·Valter Nogueira Magalhães (neto)
·Valton Nogueira Magalhães (neto)
Obs.- Os dois últimos não pertencem à Igreja Presbiteriana; são pastores autônomos,
filhos da Zilene, netos do tio Fenelon..
Seria humanamente impossível enumerar os oficiais presbíteros e diáconos saídos de Ebenezer e assim, se não digo o que não sei, pelo menos não farei injustiça.Ao invés de cometer enganos, prefiro calar-me diante dos grandes heróis que são e que foram.
XIII -A Igreja Presbiteriana Ebenezer nos dias atuais
Rol de Membros Atual
Membro comungantes - 43
Membros não comungantes - 24
SAF - 24 sócias
UPH - 18 sócios
IX - Memória dos Pioneiros Glorificados em Cristo
·Joaquim Cândido de Sena (primícia)
·João Evangelista de Souza (1º Presbítero)
·Raimundo Nogueira de Queiroz
·Francisco Nogueira Xavier de Souza
·Belizário Nogueira de Queiroz (Eleito Presbítero mais tarde – (não consta a data da sua eleição)
·Maria Nogueira de Queiroz
·Coleta Nogueira de Queiroz
·Cândida Nogueira de Queiroz
·Antônio de Lima Rola Ferreira
·Francisco Baltazar Ferreira
·Belizário Ferreira de Almeida
·Joaquim Queiroz
·Militino Nogueira
·Henrique Esteves
·Ezequiel Ferreira Lima
Dos pioneiros acima mencionados, destacamos a figura do irmão João Evangelista de Souza,um dos primeirospresbíteros, que faleceu vitimado por incontrolavel crise de asma. Esse irmão deu um testemunho muito bonito na sua morte, pois, embora em meio a tremenda agonia por causa da falta de ar, consolava os familiares com textos bíblicos e palavras que, anotadas por um genro, sr. Emanuel Pinheiro Maia, foram, após a sua morte, transformadas em um hino que foi musicado por Penha Ramos. A letra do hino é a seguinte:
“Tenho que partir, irei pra Jesus
Sua face ver, no reino da luz
Coro
Já me espera Deus: Não devo tardar! (*)
Quero ver Jesus , eem Sião,morar!
Não deveis por mim, oh! Irmãos chorar,
Às bodas irei, com Jesus gozar!
Dos irmãos aqui, vou me apartar (**)
Mas todos alí, eu hei de encontrar!
Obs.- No original (*) “Me espera Deus”,
e (**) “Tenho que me apartar”
Além desses, houve outros, cujos nomes estão no Livro da Vida, mas que a memória não me ajuda a lembra-los.
Meus amados irmãos, faço minhas as palavras do Rev. Natanael Cortez, o pai espiritual de Ebenezer, que disse certa vez: ”Segui o exemplo desses homens heróis. Homenageai a sua memória. Repeti os seus feitos de bravura, de coragem, de trabalho, de dignidade, de fidelidade, de fé, de amor, de perseverança.” Estas testemunhas nos rodeiam (Hebreus 12:1).
Nesta data magna, irmãos, não podemos deixar de fazer uma menção justa sincera, honrosa, à memória desses varões de Deus: Rev. Natanael Cortez, seu fundador e mantenedor por muito tempo , homem escolhido por Deus para este trabalho; Evangelista Abel Castelo Branco, homem comum com visão de profeta e disposição de predestinado; Presbítero Laudelino Nogueira de Souza, com vocação de embaixador incansável de Deus, escolhido, chamado e usado; e, Presbítero Belizário Nogueira de Queiroz, manso como um cordeiro, conselheiro ímpar, forte no corpo, vigoroso na fé, sábio no falar, homem de Deus.
Estes homens de Deus foram como:
A centelha de luz nas densas trevas da ignorância daquela época.
Cânticos de júbilo para as almas enganadas, sem esperança, sem Deus, perdidas neste mundo tenebroso.
Testemunhas de pureza para os que andavam nos pantanais dos abismos, no “poço da perdição, no tremedal de lama” (Salmo 40:2).
Corria o ano de 1927, quando nosso transporte era ainda a cavalo, época em que era comum as caravanas dos irmãos acompanharem o pastor na disseminação do Evangelho pelas fazendas vizinhas. Aquelas caravanas levaram o Rev. Natanael Cortez a compor o hino tão cantado pelos irmãos na época – “A Sagrada Peleja”. Enquanto iam cavalgando, cantavam a todo o pulmão pelas estradas, quer na subida ou na decida a voz era a mesma;
“ Disseminai a Santa Bíblia, agora,
Assim Jesus requer que vós luteis,
Seguindo a trilha dos heróis de outrora,
Vitória certa por Jesus tereis
Côro
Marchar, avante, no ideal unidos!
Soldados, vós, de Cristo, sois, irmãos
De Deus amados, pela fé remidos,
Eia à peleja dos fiéis cristãos. “
Foi como se uma gotinha cristalina do amor de Deus caísse sobre uma família ou, um raio da mais puraluz do evangelho caísse sobre aquela fazenda , restaurando o solo, não da terra, mas dos corações, e fizesse crescer os pastos verdejantes da Palavra de Deus tão rapidamente e sem cessar nestes oitenta anos que se foram. E este amor tão profundo como o mar, tão alto como o céu, e eterno como o próprio Deus, inundou os corações daqueles pioneiros, que saíram ‘gemendo e chorando” enquanto semeavam, certos de que: “os que semeiam em lágrimas, com júbilo ceifarão”.
Aqueles heróis já se foram. Deus já os chamou e os recompensou com a coroa da vida, mas, nem mesmo o tempo conseguiu apagar as verdades que deles ouvimos e aprendemos; nem o testemunho desses homens empalideceu com o perpassar dos anos, porque foram gravados no coração e na alma dos crentes de Ebenezer. Porque há no coração do crente o desejo de desvelar a Palavra de Deus, de derramar a própria alma em oração, de abrir o coração para o amor às almas perdidas e por essas almas gemer como o Espírito Santo e prantear como Jeremias , clamando ao Senhor pela salvação dos pecadoresPerdidos.
Nunca deixemos de falar do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, tema do primeiro sermão aqui pregado, porque nada nem ninguém nos fará esquecer:
·Do Filho de Maria na manjedoura de Belém
·Do sofrimento do Filho doHomem, no jardim do Getsêmani
·Do impiedoso,truculento e ímpio julgamento de Pilatos
·Da coroa de espinhos que lhe deram por direito
·Do Cordeiro de Deus imolado na cruz por nós (Pai, se possível passa de mim...”
·Da grande verdade proclamada pelo próprio Jesus: “Pai, está consumado!...”
Oh! Irmãos, o amor de Jesus! – Maravilha das maravilhas!Não podemos compreender agora, mas quão grande glória será por toda a eternidade cantar esse amor!
E que todos nos preparemos para podermos cantar naquele dia: “Junto ao trono de Deus, preparado,há cristão um lugar para ti!”
EBENÉZER!
1917 – 1997
Em 26 de julho de 1997
Rev. Élio Nogueira Castelo Branco
Nota explicativa:O culto de ação de graças em comemoração aos oitenta anos do início do trabalho no Sítio Vencedor, foi realizadono dia 26 de julho de 1997, e não na data mesma da organização (8-12-1929), por motivos especiais. O culto foi realizado na Congregação do Vencedor, e não na Igreja do Carretão, em virtude do trabalho ter na nascido alí.
Foto do documento de nomeação de Joaquim Candido de Sena no cargo de terceiro Suplente de Juiz Substituto do termo de Cachoeira, Comarca de Jaguaribe-Mirim.)
Fontes informativas:
·Notas do Rev. Natanael Cortez (Fundador)
·Notas do RevAlcides Nogueira (pastor evangelista)
·Livro de Atas do Presbitério Ceará-Amazônia 1929-1930
·Documentos do meu bisavô encontrados no sítio Vencedor
·Hino do João Evangelista Nogueira de Souza, cedido pelo Presbítero Dr. Airton Nogueira Maia.
·Pesquisa e organização do Histórico:Rev. Élio Nogueira Castelo Branco