sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CONSERVANDO OS MARCOS

CONSERVANDO OS MARCOS

“Não removas os marcos antigos que puseram teus pais.” (Provérbios 22:28)            

            Muitos crentes, principalmente os que foram criados no Evangelho, costumam mudar as coisas, os costumes, sob pretexto de que os tempos mudaram e o contexto social de hoje não é o mesmo do que nossos pais viveram; trazendo com isso, para a vida cristã, muitos costumes que, no passado, nem sequer se nomeava num lar cristão; e para dentro da igreja muitas coisas do mundo, transformando o culto, muitas vezes, num espetáculo teatral, e outras coisas mais. Acham que as Escrituras Sagradas estão ultrapassadas, e que muitas coisas que eram pecado no passado, hoje já não o são, pois, segundo eles, isso tudo era exagero dos nossos antepassados.
            O que, todavia, lemos nas Escrituras é: “Não removas os marcos antigos que puseram teus pais.” (Provérbios 22:28). E o Ap. Paulo ratifica dizendo: “... E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente   Nossos pais beberam da fonte pura e límpida dos primeiros cristãos, que por sua vez beberam da  diretamente dos apóstolos e por isso tinham uma fé sólida  e incontestável  a ponto de muitos deles terem dado a  própria vida por amor ao evangelho.
            Quando lemos no Antigo Testamento a história do Povo de Israel, o maior problema que eles enfrentaram foi o esquecimento. Vez por outra surgia um rei temente a Deus e que colocava tudo nos seus devidos lugares. Restaurava o templo, os sacrifícios, lia as Escrituras para o povo levando-o ao arrependimento e renovação espiritual; mas, com o passar do tempo e a mudança de governo, o povo tornava a esquecer da Lei de Deus e caía novamente no pecado e abandono da fé.
Por isso, é muito perigoso tentar mudar as coisas espirituais. Começaram mudando a linguagem bíblica por uma mais moderna; Depois, mudaram os hinos tradicionais da Igreja, a ponto de não conseguirmos mais reconhecer os hinos mais antigos.
            Precisamos conservar os marcos, aquele padrão de vida que nos foi transmitido por aqueles que aprenderam diretamente do Senhor Jesus e que o passaram às gerações futuras.    Não nos deixemos  enganar pelas aparências, irmãos; não pensemos que os pregadores de hoje é que estão certos, trazendo mais liberdade, enfeitando mais o culto, criando uma “adoração” que agrada o nosso “ego”.  A adoração deve ser feita para agradar a  Deus e não a nós mesmos! “Deus é Espírito e importa que os que O adoram o adorem em espírito e em verdade.”  “O homem vê o que está diante dos olhos, mas o Senhor vê o coração.” .  
Portanto, atentem para o conselho do sábio Salomão: “NÃO REMOVAS OS MARCOS ANTIGOS...”!

                                                         Rev. Élio Nogueira Castelo Branco

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SÓ JESUS!

SÓ JESUS!


“...Este é o meu filho amado, o meu eleito, a Ele ouví.” (Lucas 9:35)

            A reunião aqui descrita não podia ser mais expressiva. Jesus já havia feito vários milagres , já havia até ressuscitado a filha de Jairo, mas os discípulos ainda não tinham compreendido bem quem era Jesus. Pedro, inspirado pelo Espírito Santo havia feito uma declaração  vital a respeito de Jesus, mas ele mesmo não havia ainda entendido o que significava aquela declaração.  Portanto, o Senhor Jesus precisava se manifestar aos seus discípulos, pois eles estavam sendo preparados para divulgar a missão e a obra do Messias depois que Ele fosse assunto ao céu. E foi nesse contexto que, tomando consigo a Pedro, Tiago e João, os discípulos que lhe eram mais achegados, subiu ao monte (segundo alguns teólogos, denominado Tabor), para orar. E, enquanto orava, transfigurou-se diante dos discípulos. E apareceram dois homens, em glória, isto é, em corpos glorificados, que conversavam com Ele a respeito de sua partida.
Não sabemos como os discípulos reconheceram que esses eram Moísés e Elias, o texto não no-lo revela, mas o fato é que,  os três eram uma representação visível da manifestação da divindade ao mundo; MOISÉS representava a Lei, que foi dada para guiar o povo nos caminhos do Senhor;  ELIAS representava os profetas, porta-vozes de Jeová que trouxeram as predições acerca do Messias que havia de vir da parte de Deus, para fazer a reconciliação do homem com o seu Criador; para servir de Mediador entre Deus e os homens.. E finalmente JESUS, o próprio Messias, que tinha uma missão a cumprir a qual os discípulos precisavam entender.  A prova de que ainda não tinham compreendido é a proposta de Pedro, de fazerem três tendas, uma para cada personagem da transfiguração. Mas nesse momento o próprio Deus dirimiu toda e qualquer dúvida que pudesse existir a respeito do Messias. Uma nuvem os envolveu e dela saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o meu eleito, a Ele ouvi!” E diz o texto que depois daquela voz, achou-se Jesus, sozinho!  Só Jesus! A Ele ouvi! Esta foi a revelação dada diretamente por Deus aos discípulos, para ser transmitida ao mundo, mas eles, naqueles dias ficaram calados e não contaram a ninguém o que tinham visto. Aquela era uma notícia de suma importância – “Este é meu Filho, o meu eleito, a Ele ouvi!” Jesus ainda não fora reconhecido como o Messias, e o mundo precisava saber que a Lei já se fora; as profecias estavam se cumprindo, e o Messias era vindo. Dentro em breve tudo estaria consumado. Mas os discípulos se calaram.           Nossa preocupação deve ser ouvir a voz de Cristo e segui-lo. Ouvir a voz do Filho de Deus e divulga-la ao mundo! Proclamar que Jesus é o Messias prometido! Jesus não escolheu homens para viverem em “cabanas”, como sugeriu Pedro, mas a ordem é: “Ide... fazei discípulos de todas as nações... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado...” (Mateus 28:19-20).  Quando os discípulos viram a glória de Jesus ficaram extasiados, queriam permanecer ali para sempre. Mas  a mensagem da salvação não é para ficar guardada como um presente pessoal, mas é para ser distribuída com outros. “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16:15).
A Ele ouvi!”


QUEM SOU EU

Sou cearense (com muita honra), nascido no coração do sertão, onde aprendi a apreciar a lida do semeador - preparar a terra para o plantio, semear a semente certa no tempo certo, e esperar a chuva que faz a semente brotar e produzir. Como, para o homem do campo, a chuva é vida, tudo depende dela, e ela depende de um único Ser, Criador de todas as coisas, que tudo fez e tudo controla pela palavra do seu poder, aprendi a olhar para o céu e esperar nAquele de quem vem todas as bênçãos!
Muito jovem ainda, recebi o chamado do Senhor para semear outra tipo de semente - a Palavra de Deus! Não era esse o meu sonho , queria ser militar. Mas, como Paulo, não quis ser "desobediente à visão celestial". Aceitei o desafio. Saí de casa para estudar e nunca mais voltei às minhas origens. Todavia, a experiência adquirida na infância norteou toda a minha vida como "Semeador da Palavra": preparar a terra, semear a semente e esperar a "chuva". 
Algumas vezes  a bênção não veio a seu tempo, como acontecia também  no sertão, mas, como a chuva seródia, que, no dizer do sertanejo "tarda mas não falta", caiu abundante sobre a semeadura, mesmo depois de eu ter mudado de campo; e os frutos surgiram, fartos, muito fartos. Pois, como diz a Escritura: "Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus" (I Coríntios 3:6).  Foi uma longa caminhada - 53 anos - andando e chorando, caminhando e semeando... E, como diz o salmo 126:6: "Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes", eu também voltei, com as mãos cheias da misericórdia de Deus, coroando meu trabalho!  A Ele seja toda a glória!